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Negócios

XPSF11 mantém R$ 0,07 por cota e yield anualizado de 15,59%

O fundo imobiliário XPSF11 apresentou resultado de R$ 3,035 milhões em abril, levemente acima do mês anterior, sustentando a distribuição de R$ 0,07 por cota. O avanço decorreu de receitas de R$ 3,330 milhões frente a despesas de R$ 294 mil, preservando a eficiência operacional do FII. Para os investidores, os dividendos XPSF11 foram pagos em 15 de maio de 2026, aos cotistas com posição até 30 de abril.

Em termos de retorno, a cota fechou abril a R$ 6,78, implicando dividend yield anualizado de 15,59%, já considerando o gross-up de 15% de IR. Sob a ótica patrimonial, com cota a R$ 8,12 antes da distribuição, o retorno anualizado foi de 12,87%, também com gross-up. Esses indicadores reforçam a atratividade relativa do fundo no curto prazo.

Desde o início das negociações, em 17 de fevereiro de 2020, o XPSF11 movimentou R$ 1,33 bilhão, com liquidez média diária de R$ 800 mil. Esse histórico de negociação confere maior previsibilidade para entradas e saídas, bem como uma formação de preço mais eficiente no secundário. A manutenção da distribuição a R$ 0,07 por cota sugere estabilidade no fluxo mensal.

A carteira de CRIs responde por 12% do patrimônio líquido, com 8,98% em certificados listados, cerca de R$ 31,2 milhões. Todos os CRIs são indexados ao CDI, com taxa média de CDI + 1,82% e pagamentos mensais, característica que favorece a previsibilidade de caixa e a proteção em cenários de juros elevados. O principal ativo é o JCC Iguatemi, do segmento de shoppings, com 3,9% do PL (R$ 13,5 milhões) e vencimento em setembro de 2034.

Outras posições relevantes incluem o CRI Lucio (2,0% do PL, R$ 6,9 milhões, vencimento em setembro de 2032) e o CRI Helbor (1,0% do PL, R$ 3,4 milhões, vencimento em julho de 2035). As operações HBR somam 1,7% do patrimônio, enquanto o CRI Embraed representa 0,4%. Esses créditos corporativos diversificam setores e prazos, contribuindo para a alocação de risco.

Os vencimentos dos CRIs concentram-se entre 2027 e 2037, com maior peso em 2032, 2034 e 2037, o que reforça a gestão de prazos do portfólio e sustenta a manutenção de rendimentos. Em conjunto, o desempenho de abril, a liquidez histórica e a carteira indexada ao CDI ancoram a estratégia do XPSF11, com foco em preservar distribuição e mitigar volatilidade no ciclo de juros. Assim, os dividendos XPSF11 permanecem como pilar central do retorno ao cotista.

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