O fundo imobiliário DOVL11B informou que tem a receber R$ 10,048 milhões referentes ao precatório nº 2020.03413-6, atualmente na fila de pagamento do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. O valor decorre de execução de título extrajudicial movida contra o Estado do Rio, envolvendo cobranças de aluguéis e encargos entre 12 de dezembro de 2014 e 13 de abril de 2015. Embora o montante esteja reconhecido, ainda não há cronograma definido para liberação dos recursos ao fundo.
A origem do crédito inclui também a aplicação de multa contratual prevista para o período de 12 de dezembro de 2014 a 13 de novembro de 2019. O litígio está vinculado ao contrato de locação do imóvel localizado na Avenida General Justo, nº 365, 5º e 6º andar, no Centro do Rio de Janeiro. Esse ativo integra o portfólio do FII DOVL11B, reforçando a relevância do desfecho financeiro para a estratégia do veículo.
Segundo comunicado ao mercado, a entrada do crédito poderá representar impacto aproximado de 25% sobre o patrimônio líquido do fundo. Essa magnitude, se e quando confirmada, tende a fortalecer a posição de caixa, ampliar a resiliência operacional e abrir espaço para eventuais distribuições extraordinárias ou redução de alavancagem, a depender da política de alocação vigente.
Rendimentos e desempenho recente do fundo também chamam atenção. Em 21 de maio de 2026, o DOVL11B pagou R$ 6,3082 por cota, referentes aos resultados apurados em abril. Tiveram direito aos proventos os investidores posicionados até 14 de maio de 2026, ficando de fora aqueles que compraram a partir de 15 de maio.
Os rendimentos foram distribuídos com isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, em linha com a legislação atual. Na mesma data de referência, o fundo imobiliário DOVL11B foi cotado a R$ 784,35, refletindo a precificação do mercado frente às perspectivas de fluxo de caixa e ao andamento do processo judicial.
Nos últimos 12 meses, os dividendos somaram R$ 84,7668 por cota, resultando em dividend yield de 10,81%. Caso o recebimento do precatório se concretize, o fundo imobiliário poderá reforçar seus indicadores de distribuição, ainda que a efetiva destinação dos recursos dependa de deliberações internas e do calendário de pagamento do TJ-RJ. Até lá, os cotistas acompanham o caso como potencial catalisador de valor.