O fundo imobiliário HFOF11 fechou junho com resultado de R$ 12,614 milhões, em linha com maio. As receitas somaram R$ 13,749 milhões e as despesas, R$ 801 mil no período.
A distribuição de competência foi de R$ 0,060 por cota, com pagamento em 14 de julho de 2026 aos detentores de cotas em 30 de junho. Considerando o fechamento de R$ 6,55, os rendimentos do HFOF11 equivalem a um dividend yield mensal de aproximadamente 0,91%.
Recompra do HFOF11 impacta FFO e carteira
Desde o início do programa, o fundo adquiriu e cancelou 11,523 milhões de cotas com desconto médio de 16,8%, aplicando R$ 74,4 milhões para cancelar R$ 89,4 milhões em valor patrimonial — um ganho de 20,2% sobre o capital empregado.
Em junho, foram recomprados R$ 4,85 milhões em cotas, com desconto médio de 16,42% frente ao valor patrimonial, permitindo cancelar R$ 5,80 milhões em valor patrimonial, ganho de 19,6%.
O FFO por cota (indicador de geração de caixa) subiu para R$ 0,0588 no 2º trimestre de 2026, ante R$ 0,0575 no mesmo período de 2025, antes das recompras. O resultado acumulado por cota avançou de R$ 0,0699 para R$ 0,0735 pelo efeito das recompras e encerrou o semestre em R$ 0,0866 já considerando as demais movimentações da carteira.
No mês, o fundo movimentou R$ 13,6 milhões: R$ 5,8 milhões em compras, com a conclusão do programa de recompra, e R$ 7,8 milhões em vendas. Em 12 meses, o giro somou R$ 371,4 milhões, 22,1% do patrimônio líquido.
A carteira está alocada em fundos imobiliários (97,7%) e renda fixa (2,3%). Por estratégia, 57% visa geração de renda, 24% ganho de capital e 19% combina ambas. As cinco maiores posições são HLOG11 (14,5% do PL), HGBS11 (12,9%), HREC11 (10,2%), TVRI11 (9,9%) e HAAA11 (9,4%).
No secundário, o retorno foi de 22,2%, ante 9,3% do IFIX e 9,8% dos FOFs e hedge funds do índice. Em 2026, captações somam R$ 35,7 bilhões (R$ 21,2 bilhões em novos recursos), com destaque para CRI (45%) e logístico (18%). O pipeline de junho é de R$ 29,5 bilhões. A gestão ressalta impactos de consolidações e possíveis duplas contagens, estimando novos recursos efetivos próximos de R$ 21,2 bilhões.