O fundo imobiliário LVBI11 reportou resultado distribuível de R$ 11,692 milhões em abril, sustentado por receitas de R$ 14,79 milhões e despesas de R$ 3,098 milhões. A gestão manteve a disciplina operacional e indicou estabilidade nas métricas de curto prazo, reforçando a previsibilidade dos proventos para os cotistas. A distribuição anunciada foi de R$ 0,75 por cota, em linha com os meses anteriores, com pagamento realizado em 8 de maio de 2026.
No mês, a receita por cota foi de R$ 0,92, enquanto o lucro por cota atingiu R$ 0,73. O desempenho foi impactado por taxa de comercialização não recorrente ligada à locação da Interbrands Foods, com efeito de R$ 0,05 por cota. Esse fator extraordinário ajudou a suavizar variações e contribuiu para o resultado final.
A gestão projeta manter o atual patamar de distribuição até o fim do primeiro semestre, considerando as movimentações previstas e a solidez contratual da carteira. O dividend yield anualizado alcançou 8,3% sobre o preço de fechamento e 7,5% com base no valor patrimonial, patamares que refletem o equilíbrio entre retorno e risco do portfólio.
Desempenho operacional do LVBI11
O fundo preservou vacância física e financeira de 0,0% no período, sem mudanças de locatários. A vacância física projetada é de 1,1% a partir de setembro de 2026, já considerando eventos mapeados. Em abril, ocorreram reajustes contratuais em 12.993 m² de ABL, reforçando a captura de inflação e a manutenção do fluxo de caixa.
A estrutura de capital segue conservadora: há apenas uma dívida vinculada ao ativo Aratu, equivalente a 0,5% do patrimônio líquido. Entre as métricas de portfólio, o FII opera com 10 ativos, 38 locatários e ABL total de 517.964 m², além de WALE de 3,9 anos, o que confere boa visibilidade de receitas.
O preço médio de mercado dos imóveis é de R$ 2.732 por m², enquanto o aluguel médio praticado é de R$ 28,5 por m². Esses níveis indicam um portfólio competitivo em termos de custo de reposição e de geração de renda, compatível com o perfil logístico do fundo LVBI11. Para o investidor, a combinação de vacância nula, contratos reajustados e distribuição estável reforça a atratividade de curto prazo do produto.