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Negócios

Por que o resultado do PCIP11 caiu em maio? Veja os números

Por que o resultado do PCIP11 caiu em maio? Veja os números
Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário PCIP11 (PCIP11) encerrou maio com resultado distribuível de R$ 7,766 milhões. No período, as receitas somaram R$ 8,388 milhões e as despesas totais foram de R$ 1,238 milhão.

O resultado distribuível por cota foi de R$ 0,46, afetado por impacto negativo de R$ 0,90 por cota. O efeito decorre da integralização, com deságio, de parte das séries do CRI Cortel no FII CTA.

Segundo a gestão, o deságio foi definido com base no valor recuperável do ativo, antecipando possível perda. O impacto já era esperado e vinha sendo provisionado pela política de reservas, em linha com outros veículos da casa.

Mesmo com o resultado menor, a distribuição foi mantida em R$ 0,89 por cota, paga em 16 de junho de 2026. Para sustentar o valor, o fundo utilizou parte da reserva de lucros, que caiu para R$ 0,57 por cota ao fim de maio.

Na média dos últimos 12 meses, os pagamentos foram de R$ 0,91 por cota, variando entre R$ 1,05 (junho a agosto de 2025) e R$ 0,80 (fevereiro de 2026). O dividend yield anualizado fechou maio em 12,8% sobre a cota patrimonial e 11,5% sobre a cota de fechamento.

Alocação e patrimônio do PCIP11

A carteira terminou o mês com 95,0% do patrimônio líquido alocado, sendo 87,6% em CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e operações estruturadas. Esses ativos rendem, em média, 16,2% ao ano (IPCA + 10,2% ao ano), com prazo médio de 3,5 anos e spread de 2,0% ao ano. Não havia operações compromissadas.

O portfólio de crédito soma 84 CRIs e cinco operações estruturadas. Por indexador: 92% atrelado ao IPCA (IPCA + 10,0% ao ano), 5% ao CDI (CDI + 5,3% ao ano), 3% ao IGP-M (IGP-M + 10,7% ao ano) e 1% a taxas prefixadas (14,2% ao ano).

O movimento de maior peso foi a integralização dos CRIs Cortel, Cortel II Sub. B e Bari, das 13 séries reestruturadas em agosto de 2025, no FII CTA. A consolidação concentra operações que exigem acompanhamento mais ativo. O FII CTA é administrado e gerido por terceiro, e o PCIP11 é seu único cotista.

Entre as demais movimentações, o fundo zerou CRIs Ceratti e Magni (R$ 4,3 milhões) e BR Properties (R$ 2,9 milhões). Houve aportes de R$ 6,6 milhões no Brasil Incorporação FII (IPCA + 12,5% ao ano), R$ 131 mil no CRI Visconde (IPCA + 13,0% ao ano) e R$ 14,5 milhões no CRI Pulverizado MK IPCA (IPCA + 10,5% ao ano).

A carteira está distribuída em 15 segmentos, com maiores exposições em varejo (21%), residencial (21%) e pulverizado (11%). Por região, São Paulo representa 39% da carteira de CRIs. O fundo também mantém oito posições oportunistas em FIIs de crédito, somando 7,4% do patrimônio líquido, com destaque para MVBI (3,1%), GARE11 (1,2%), VRTM11 (0,9%) e MCRE11 (0,8%).

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