A assembleia do PMLL11 (Pátria Malls) termina hoje, sexta-feira (29), às 23h59, marcando o fim de um processo iniciado em fevereiro. Os cotistas deliberam sobre a aquisição total das cotas do RBR Malls, em operação pautada pelo valor patrimonial do veículo. Após três prorrogações, o mercado acompanha com atenção o desfecho e seus potenciais impactos na estratégia do fundo.
O resultado da votação será divulgado na segunda-feira (1º de junho), conforme o cronograma do administrador do fundo imobiliário. Caso aprovada, a transação reforça a tese do Pátria Malls de concentração em ativos dominantes e geração de renda previsível, alinhada às diretrizes de crescimento orgânico e inorgânico.
A proposta prevê a compra integral das cotas do RBR Malls, cujo patrimônio soma aproximadamente R$ 389 milhões, segundo dados da gestão. Entre os ativos do portfólio estão participações em empreendimentos de alta relevância em São Paulo, como o Shopping Eldorado, o Shopping Pátio Higienópolis e o Plaza Sul Shopping, hubs consolidados de consumo e serviços.
PMLL11 amplia estratégia com emissões e aquisições
Em paralelo, o PMLL11 avançou em movimentações no portfólio. Em maio, anunciou a 7ª emissão de cotas, com potencial de captar até R$ 1 bilhão, reforçando a capacidade de execução. Segundo fato relevante, os recursos podem ser destinados à aquisição de ativos compatíveis com a política de investimentos, mantendo disciplina de alocação e foco em qualidade.
Antes disso, o fundo manifestou intenção de adquirir participações em cinco shoppings por R$ 257,1 milhões: Prudenshopping, Shopping Granja Vianna, Natal Shopping, North Shopping Maracanaú e Plaza Sul Shopping. Além disso, pretende comprar 13,328% do Shopping Curitiba por cerca de R$ 54,1 milhões, ampliando a diversificação geográfica e de receitas.
Venda de ativo e reforço de caixa
No eixo de reciclagem de portfólio, o PMLL11 assinou memorandos para vender 40% do Shopping Park Sul, em Volta Redonda (RJ), por R$ 159,5 milhões, com recebimento adicional de participação no Shopping Taboão, em São Paulo. A transação pode gerar lucro de R$ 0,94 por cota, fortalecendo o caixa para novas oportunidades.
Com patrimônio líquido de R$ 1,64 bilhão e taxa de ocupação de 97%, o fundo mantém indicadores operacionais robustos. A liquidez média diária é de R$ 9,4 milhões, enquanto o resultado distribuível somou R$ 11,36 milhões, com distribuição de R$ 1,00 por cota e dividend yield anualizado de 11,1%. A definição da assembleia do PMLL11 pode ser um gatilho relevante para a próxima etapa de crescimento.