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FIIs

PSEC11 reduz posições e ajusta dividendo em março

PSEC11 reduz posições e ajusta dividendo em março
Foto: Suno/Banco

O PSEC11 registrou resultado distribuível de R$ 10,822 milhões em março de 2025, impulsionado por receita de R$ 3,433 milhões e despesas totais de R$ 839 mil. No mês, a gestão executou uma reciclagem intensa do portfólio, ajustando posições e preparando o fundo para maior eficiência na alocação ao longo de 2025.

A estratégia incluiu a venda de mais de R$ 140 milhões em cotas de fundos imobiliários, cerca de 10% do patrimônio líquido. Esse movimento gerou impacto negativo de R$ 0,05 por cota, parcialmente compensado por receitas extraordinárias da carteira de CRIs. Com isso, o efeito líquido no resultado mensal ficou em negativo de R$ 0,01 por cota, preservando a capacidade de distribuição no curto prazo.

No mercado secundário, o fundo imobiliário PSEC11 recuou 1,3% em março e acumula desvalorização de 1,1% no ano até o fim do mês. Desde a criação, o retorno acumulado é de 20%, equivalente a uma performance anualizada de 3%. O dividend yield anualizado apurado em março ficou em 10,4% sobre a cota patrimonial e 12,6% sobre o preço de fechamento.

Mudanças táticas seguem em curso. Além da redução de exposição a FIIs listados não estratégicos, a gestão eliminou mais nove posições no mês, reduzindo o número de fundos investidos para 83. O processo começou com 118 posições e a meta é encerrar 2025 com uma carteira entre 40 e 50 fundos, buscando maior foco e eficiência operacional.

A distribuição também foi ajustada: o fundo vinha utilizando reservas para pagar R$ 0,65 por cota, acima do resultado recorrente estimado em R$ 0,60 por cota. A gestão do PSEC11 decidiu reduzir temporariamente o dividendo para R$ 0,55 por cota, patamar que deve ser mantido até junho de 2025, alinhando pagamentos ao fluxo operacional.

A tese central passa a priorizar cada vez mais o crédito imobiliário. A expectativa é elevar a exposição a CRIs para 40% a 50% do patrimônio até o final do ano. Atualmente, a carteira está distribuída em 43% FIIs líquidos, 33% FIIs de private placement, 16% CRIs e 8,2% em caixa e equivalentes, reforçando a transição gradativa rumo a maior geração recorrente.

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