O RBVA11 concluiu sua sexta emissão de cotas e captou R$ 96,54 milhões junto a investidores profissionais, consolidando sua estratégia de crescimento no varejo e segmentos correlatos. A oferta distribuiu 9.125.093 novas cotas ao preço unitário de R$ 10,58, totalizando exatamente R$ 96.543.483,94. Registrada automaticamente pela CVM em janeiro de 2026, a operação contou com 844 participantes e reforçou a base institucional do fundo.
Entre os principais compradores estiveram fundos de investimento e pessoas jurídicas, que subscreveram 6.641.506 e 2.457.556 cotas, respectivamente. A demanda expressiva por parte desses grupos sinaliza confiança na tese do RBVA11 e no ciclo de reposicionamento dos ativos. A alocação dos recursos acompanha o plano da gestora de reduzir vacância, alongar contratos e diversificar receitas.
Em maio, o fundo anunciou a compra de três imóveis por aproximadamente R$ 111,6 milhões, ampliando a exposição a setores educacional e varejista. A entrada no segmento de food hall, com o Pátio Maria Antônia, em São Paulo, reforça a tese de destinos urbanos com alto fluxo e potencial de venda cruzada. Esse movimento de diversificação busca mitigar riscos setoriais e capturar novas fontes de renda.
Posteriormente, o RBVA11 concluiu a aquisição integral do imóvel ocupado pela Portobello, na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, por R$ 81 milhões. O ativo está atrelado a contrato atípico na modalidade built to suit (BTS), firmado em outubro de 2023, com prazo de 20 anos. A previsibilidade de caixa e o perfil de crédito do locatário fortalecem o perfil de receita do fundo.
Novos contratos também contribuíram para a redução da vacância. Em março, foi firmado contrato de 10 anos com a rede de farmácias Panvel, medida que ajudou a diminuir a vacância física para 6,6%. Em maio, dois contratos de 20 anos com a Ultra Academia, na Avenida Paulista e na Avenida Duque de Caxias, reduziram a vacância de 8,2% para 6,5%, reforçando a ocupação em praças estratégicas.
Além das aquisições, o fundo avançou em reciclagem de portfólio com vendas de imóveis locados à Caixa Econômica Federal. A alienação do ativo na Avenida Senador Queiróz, em São Paulo, gerou lucro contábil de cerca de R$ 3,6 milhões, equivalente a R$ 0,02 por cota. Desde 2019, foram 32 alienações, somando mais de R$ 309,6 milhões em vendas e aproximadamente R$ 104 milhões em lucros.
Atualmente, o RBVA11 detém 70 imóveis nos segmentos de varejo e varejo Triple A, além de participações em outros fundos imobiliários. Essa combinação de aquisições seletivas, contratos de longo prazo e reciclagem de ativos sustenta a estratégia de geração de renda e valorização de portfólio no médio e longo prazos.