O fundo imobiliário RCRB11 encerrou maio de 2026 com resultado consolidado de R$ 3,985 milhões, composto por resultado imobiliário de R$ 5,175 milhões e despesas totais de R$ 1,236 milhão.
As receitas imobiliárias somaram cerca de R$ 5,1 milhões no mês, o equivalente a R$ 1,40 por cota. O resultado foi de R$ 1,08 por cota, enquanto a distribuição ficou em R$ 1,07 por cota, levemente abaixo do resultado gerado.
Com a cota a R$ 141,49 no fechamento, o valor distribuído indica dividend yield anualizado de 9,1% (retorno em 12 meses projetado sobre o preço). O FFO projetado pela gestão está em R$ 1,18 por cota, o que implica yield anualizado próximo de 10% no preço de mercado. FFO é o fluxo de caixa operacional recorrente do portfólio.
Segundo a gestora, os rendimentos do RCRB11 tendem a convergir gradualmente para o nível do FFO à medida que efeitos temporários se dissipem: descontos a locatários de R$ 0,06 por cota, com término previsto para 2026, e carências contratuais de R$ 0,05 por cota, já encerradas em fevereiro.
Resultados e destaques do RCRB11 em maio
Em operações, a modernização do auditório do Edifício JK Financial Center, concluída em abril, elevou a receita do espaço em mais de 300% em 30 dias, com locações mensais passando de quatro para doze.
Na Vila Olímpia, o fundo concluiu a primeira revisão contratual da região, com reajuste de aproximadamente 34% na receita e extensão por 36 meses. A medida abre caminho para demais revisões trienais previstas ao longo de 2026.
A gestão também firmou compromisso de venda da participação integral no Edifício Parque Cultural Paulista ao TEPP11. A conclusão depende do cumprimento de condições precedentes e integra a estratégia de reciclagem do portfólio.
O patrimônio do fundo é formado por nove ativos em São Paulo e Rio de Janeiro. São Paulo concentra 93,6% da área total, com 84% dessa área nos corredores corporativos mais consolidados.