A Suno Asset abriu o pregão da B3 nesta terça-feira (29) para marcar a 5ª emissão de cotas do fundo imobiliário SNEL11, que captou cerca de R$ 1,01 bilhão. Foi a primeira oferta da gestora a superar R$ 1 bilhão.
Dedicado à geração distribuída de energia solar (produção próxima ao consumo, conectada à rede), o fundo chegou ao evento com patrimônio líquido de aproximadamente R$ 1,89 bilhão e mais de 140 mil cotistas. A gestora informou dividend yield anual de 15,38%.
SNEL11: captação, portfólio e estratégia
Vitor Duarte, CIO da Suno Asset, afirmou que a estratégia do fundo evoluiu com menor exposição ao desenvolvimento de projetos e maior foco em usinas prontas e operacionais. Segundo ele, desde a terceira oferta o capital vem sendo alocado em ativos já performados, reduzindo o risco de atraso de obras.
Com as aquisições em curso e os recursos disponíveis, o portfólio pode atingir aproximadamente 400 MWp (megawatt-pico, medida de potência máxima). De acordo com o executivo, essa capacidade equivale ao atendimento energético de cerca de 100 mil residências.
O SNEL11 encerrou agosto com 37 usinas em operação e 149,4 MWp de capacidade instalada. Em setembro, formalizou a compra de 28 projetos de geração distribuída, somando 116,68 MWp, ao preço aproximado de R$ 565 milhões.
Tiago Reis, fundador da Suno Research, relacionou a proposta do fundo à busca dos investidores por renda de longo prazo, diante dos desafios previdenciários. Ele destacou o pagamento de dividendos mensais decorrentes do setor elétrico. No evento, a gestora informou ter superado R$ 6 bilhões sob gestão e ultrapassado 350 mil clientes.