A gestora do VINO11 informou que o fundo imobiliário apurou resultado de R$ 3,69 milhões em março de 2026, equivalente a R$ 0,045 por cota, alta de 15,4% frente fevereiro, quando o lucro somou R$ 3,197 milhões. A distribuição de rendimentos foi de R$ 0,040 por cota, o que implica dividend yield anualizado de cerca de 9,5% sobre a cotação média de março.
Parte desse desempenho decorre de eventos não recorrentes no período. A receita dos imóveis alcançou R$ 6,653 milhões, enquanto o resultado financeiro exerceu impacto negativo de R$ 2,506 milhões. Após os proventos, o fundo preservou reserva de R$ 586 mil, ou R$ 0,007 por cota, reforçando a gestão de caixa.
O resultado foi beneficiado pela segunda parcela recebida da desocupação da Vitacon no ativo Haddock Lobo 347, adicionando R$ 0,002 por cota. Uma terceira parcela está prevista para abril, mantendo algum suporte pontual ao caixa, ainda que temporário para a operação.
O contrato com a Regus, operando como Spaces da IWG, também contribuiu. No início de março, o fundo recebeu o aluguel de fevereiro com atraso por questão operacional da locatária, normalizando parcialmente o fluxo. Houve ainda efeito positivo não recorrente de R$ 0,004 por cota por conta de descasamento entre contratos da operação e de clientes.
A recomposição de ocupação do Brooklyn Business Square avançou com a COW Working, que firmou negociações para três conjuntos e já havia atuado no ativo anteriormente. Após o período de concessões, a expectativa é de incremento recorrente de R$ 0,003 por cota, combinando entrada de receita e redução de custos de vacância.
Em síntese, o VINO11 entregou melhora mensal ancorada em fatores extraordinários, enquanto progride em iniciativas de locação que tendem a sustentar o resultado adiante. A formalização dos novos contratos está prevista para abril, o que pode apoiar a transição de efeitos pontuais para geração recorrente.