O VISC11 reportou resultado de R$ 26,485 milhões em fevereiro, equivalente a R$ 0,92 por cota, reforçando a consistência do caixa operacional. As remessas dos shoppings do portfólio somaram R$ 33,486 milhões no período, ou R$ 1,16 por cota, sustentando a política de distribuição do fundo e sinalizando continuidade do ritmo de geração.
Com base nesse desempenho, a gestão anunciou dividendos de R$ 0,84 por cota no mês, alinhados ao histórico recente. Após o pagamento, o FII manteve R$ 35,008 milhões em resultados não distribuídos, o que corresponde a R$ 1,21 por cota em reservas, oferecendo margem para suavizar oscilações de curto prazo.
O Shopping Paralela FII, veículo controlado integralmente pelo VISC11, encerrou o período com R$ 10,002 milhões em resultado acumulado, ou R$ 0,35 por cota. Esse montante contribui para o colchão de resultados do consolidado e reforça a capacidade de distribuição futura.
Somando os valores do fundo e do veículo, o total de resultados acumulados relacionados ao VISC11 atinge R$ 1,56 por cota. Essa posição fortalece a visibilidade de curto prazo sobre os proventos e a resiliência financeira do portfólio.
A gestão projetou rendimentos mensais entre R$ 0,84 e R$ 0,90 por cota até dezembro de 2026, sem configurar promessa ou garantia. Em paralelo, o NOI caixa por metro quadrado avançou 3,3% na comparação anual, enquanto as vendas por m² cresceram 5,9%, refletindo tráfego e consumo mais aquecidos.
Em base comparável, que replica a participação atual do fundo, o crescimento foi de 4,0% no NOI caixa por m² e 7,5% nas vendas por m². As vendas nas mesmas lojas (SSS) e os aluguéis nas mesmas lojas (SSR) subiram 6,2% ano a ano, com descontos médios em 1,4% e inadimplência líquida de 8,5%.
Segundo a administração, o aumento da inadimplência em janeiro é sazonal: muitas lojas satélites pagam aluguel em dobro referente a dezembro, pressionando o caixa do varejo. Ainda assim, a taxa de ocupação do portfólio ficou em 94,7% em janeiro, sinalizando sólido nível de utilização dos espaços.
No conjunto, os indicadores de desempenho e a reserva acumulada reforçam a tese de renda do VISC11, com distribuição atual de R$ 0,84 por cota e perspectiva de estabilidade dentro do intervalo projetado até 2026.