O fundo imobiliário XPCI11 encerrou maio com resultado líquido de R$ 8,344 milhões, apoiado por receitas de R$ 9,039 milhões, majoritariamente de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), e despesas de R$ 694 mil.
Pelo regime de caixa, os rendimentos e ganhos de capital somaram R$ 0,96 por cota, totalizando R$ 8,30 milhões no mês. A carteira de CRIs respondeu por R$ 8,27 milhões desse montante, enquanto a posição em FIIs (fundos imobiliários) adicionou R$ 470 mil.
O fundo manteve reserva de correção monetária de R$ 4,73 milhões, equivalente a R$ 0,54 por cota, destinada a dar suporte a distribuições futuras. Com base nos resultados, a distribuição foi de R$ 0,93 por cota, paga em 15 de junho aos cotistas com posição em 29 de maio.
O pagamento representou yield anualizado de 13,86% sobre a cota de fechamento. Considerando o gross-up de 15% (equivalente bruto com imposto), o percentual atinge 16,48%. Como nos demais FIIs, os rendimentos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, conforme regras vigentes.
Carteira do XPCI11 mantém perfil concentrado em CRIs
A composição da carteira não teve mudanças relevantes em maio. O portfólio fechou com 46 CRIs e três FIIs, somando R$ 737,42 milhões na estratégia e R$ 37 milhões em ativos de liquidez.
A alocação segue concentrada em CRIs (88,70%), seguida por FIIs (6,07%), liquidez (4,76%) e debêntures (0,48%). Entre os FIIs, GARE11 detém 78,54% do book (DY anualizado de 12,60%), GCRI11 11,53% (16,06%) e PSEC11 9,93% (12,01%). Juntos, somam cerca de 6,17% do patrimônio líquido.
Nos CRIs, 91% estão atrelados ao IPCA (inflação oficial) e 9% ao CDI (taxa interbancária). Por tipo de crédito, 69% são corporativos, 16% pulverizados comerciais e 15% residenciais. Entre securitizadoras, OPEA lidera com 70% das operações, seguida por BARI (12%) e RIZA (9%). Setorialmente, varejo alimentício representa 31% da exposição, à frente de incorporação vertical (16%) e shoppings (14%).