O IRIM11 reportou resultado de R$ 26,554 milhões em março, queda frente aos R$ 28,682 milhões de fevereiro, em linha com a dinâmica de receitas e despesas do período. As receitas somaram R$ 29,564 milhões, enquanto as despesas ficaram em R$ 3,009 milhões, preservando margem operacional saudável. A distribuição de dividendos foi de R$ 0,75 por cota, com excedente alocado à reserva, que acumulou cerca de R$ 0,03 por cota.
O mês foi marcado por melhora na correção monetária dos CRIs, sustentada por IPCA médio de 0,32% reconhecido no resultado caixa, refletindo a inflação ainda em patamares mais elevados. Esse cenário contribuiu para o carregamento dos indexados e reforçou a geração de caixa do portfólio.
Houve também reconhecimento de ganho de capital na carteira de FIIs, além de leve aumento na renda recorrente desses ativos, fatores que favoreceram o desempenho agregado do fundo. Não foram observados impactos relevantes de pré-pagamentos de CRIs, o que garantiu previsibilidade na receita.
No âmbito da gestão ativa, a estratégia de reciclagem da carteira seguiu presente, com vendas no secundário e substituições pontuais para otimização do portfólio. No primário, o fundo alocou cerca de 1,6% do patrimônio no CRI Cashme XXI (tranche mezanino), a IPCA + 10%, e concluiu a integralização da última tranche do CRI Portofino, a IGP-M + 10,5%.
No secundário, o IRIM11 reforçou posições no CRI HGBS Jardim Sul a IPCA + 8,5% e elevou a exposição no CRI Socicam VII a IPCA + 11%. Houve incremento nos CRIs Axs 03 e Axs 04, com taxas de IPCA + 12,5% e IPCA + 11,5%, respectivamente, além de aumento no CRI Faro Energy a IPCA + 9,45%.
A carteira também ganhou exposição adicional em CRI Mateus (IPCA + 10%) e em operações da Hapvida, remuneradas a CDI + 7% e IPCA + 16%, diversificando indexadores e emissões. No acompanhamento de crédito, o CRI Echer, equivalente a 0,58% do patrimônio, permanece em negociação para possível acordo via dação em pagamento, sujeito a aprovações da securitizadora.
Em síntese, o IRIM11 manteve disciplina alocativa, reforçando indexados ao IPCA, capturando ganhos de capital em FIIs e preservando distribuição de R$ 0,75 por cota, com reserva reforçada.