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Negócios

CNES11 corta dividendo, mas mantém yield de 0,57% em março

O fundo imobiliário CNES11 confirmou a distribuição de R$ 0,008760202 por cota em proventos referentes ao resultado de março de 2026. Os valores detalhados do período ainda não foram divulgados pela administradora, mas o anúncio aponta continuidade no retorno ao cotista, mesmo com vacância elevada no portfólio.

A data-base para recebimento dos dividendos do CNES11 é 22 de abril, com pagamento previsto para 29 de abril. Considerando a cotação de fechamento de março, em R$ 1,54, o montante corresponde a um Dividend Yield mensal aproximado de 0,57%, patamar compatível com o momento operacional do fundo.

Em comparação recente, o pagamento ficou abaixo do registrado em fevereiro, quando o fundo distribuiu R$ 0,02285485 por cota. Por outro lado, superou o nível de janeiro, de R$ 0,00292659 por cota, evidenciando certa volatilidade nos repasses ao longo do trimestre, alinhada às receitas recorrentes.

Estratégia, portfólio e perfil operacional do CNES11

O fundo imobiliário CNES11 tem foco em empreendimentos comerciais, por meio da aquisição de imóveis prontos ou em desenvolvimento, além de direitos vinculados aos ativos. A estratégia contempla monetização via venda, locação ou arrendamento, buscando equilíbrio entre geração de caixa e valorização patrimonial ao longo do tempo.

O portfólio está concentrado no Centro Empresarial São Paulo (CENESP), na Rua Maria Coelho de Aguiar, 215, onde o fundo detém conjunto de lajes equivalente a 31% do empreendimento. Inaugurado em abril de 1977, o CENESP foi o primeiro “Intelligent Building” do país, reunindo empresas em um ecossistema com serviços compartilhados e integração a shopping center, o que amplia a atratividade para ocupantes corporativos.

O complexo possui seis blocos com oito andares cada, além de piso jardim, térreo, subsolo e edifício-garagem, somando aproximadamente 4.500 vagas para veículos e 80 para motocicletas. O FII CNES11 é proprietário de 21 andares, o que reforça a exposição relevante ao ativo e a sensibilidade do fundo à dinâmica de locações no empreendimento.

A taxa de ocupação atual é de 40,6%, com 59,5% de área vaga, fator que pressiona as receitas e, por consequência, os proventos. Ainda assim, mais de 85% dos contratos vigentes vencem após 2025, sendo que 60% têm vencimento posterior a 2026, configurando previsibilidade no fluxo contratual enquanto a recomposição da vacância segue como principal desafio para o CNES11.

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