As exportações de soja do Brasil seguem em ritmo robusto em maio, impulsionando o agronegócio e fortalecendo a confiança em fiagros com exposição ao crédito rural, como o SNAG11. O movimento combina demanda externa firme, câmbio favorável e oferta competitiva, fatores que ajudam a sustentar margens e liquidez ao longo da cadeia produtiva.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que a média diária de embarques da commodity avançou cerca de 13% até a terceira semana do mês, frente a maio de 2025. Em dias úteis, o país embarcou aproximadamente 758,8 mil toneladas, acima das 671,4 mil toneladas observadas no mesmo período do ano anterior, sinalizando apetite consistente dos importadores.
No acumulado parcial de maio, os volumes já superam 11,38 milhões de toneladas, mantendo o Brasil próximo de repetir marcas historicamente elevadas registradas recentemente. Esse desempenho reforça a relevância do país no abastecimento global e contribui para o escoamento da safra, melhorando fluxo de caixa do produtor e das tradings.
Exportações em alta e impacto no crédito do agro
O avanço das exportações de soja tende a beneficiar o financiamento do campo, reduzindo riscos de inadimplência e ampliando oportunidades para operações estruturadas. Nesse contexto, o SNAG11 captou aproximadamente R$ 301 milhões em sua quinta emissão de cotas, elevando o patrimônio para cerca de R$ 927 milhões, com foco em crédito lastreado no agronegócio.
A carteira prioriza instrumentos como CRAs e outras operações estruturadas, conectadas a produção, comércio e logística. Com o ciclo de colheita e embarques em andamento, a maior previsibilidade de receitas do setor fortalece garantias e alonga horizontes de investimento, tema central entre gestores especializados.
Fiagro anunciou distribuição de R$ 0,12 por cota
Nos proventos, o fiagro anunciou distribuição de R$ 0,12 por cota referente a abril, paga em 25 de maio aos cotistas com posição até 15 de maio. Segundo a Suno Asset, o montante representa dividend yield mensal próximo de 1,13% e yield anualizado em torno de 14,42%, números que chamam atenção em um cenário de juros em moderação.
O SNAG11 também ampliou sua base de investidores: alcançou 130 mil cotistas, ante 120 mil registrados em 6 de fevereiro de 2026. A expansão sugere maior pulverização e liquidez, fatores que podem reduzir volatilidade e dar suporte à captação, em linha com o ciclo positivo das exportações de soja.