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Negócios

VGIP11 eleva resultado e mantém carteira saudável em abril

VGIP11 eleva resultado e mantém carteira saudável em abril
Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário VGIP11 reportou resultado de R$ 12,697 milhões em abril de 2026, avanço de 46% em relação a março. O desempenho foi sustentado por receitas de R$ 13,565 milhões e despesas de R$ 867,6 mil, refletindo a dinâmica de indexação da carteira e a captura do IPCA no período. Com isso, a gestão reforçou a resiliência dos fluxos mesmo diante da abertura das taxas das NTN-Bs no mês.

Com base nesse resultado, o VGIP11 distribuiu R$ 1,08 por cota em abril, rendimento que a gestão qualifica como rentabilidade líquida de IPCA + 6,4% ao ano, tomando como referência o valor patrimonial de março de 2026. O indicador evidencia a capacidade do portfólio em gerar proventos consistentes, ainda que com a defasagem usual dos indexadores.

O fundo encerrou abril com R$ 0,55 por cota em ganhos de IPCA acumulados, ainda não realizados em caixa. Esses montantes serão distribuídos quando efetivados, compondo um colchão de resultados que tende a suavizar a volatilidade dos rendimentos mensais ao longo dos próximos ciclos.

Nos últimos 12 meses, a distribuição de dividendos do VGIP11 somou R$ 11,02 por cota, equivalente a IPCA + 9,0% ao ano sobre o valor patrimonial. O cálculo considera a variação acumulada do IPCA com defasagem de dois meses (M-2), prática alinhada à remuneração da maior parte dos CRIs da carteira.

A cota patrimonial do FII VGIP11 avançou R$ 0,05 em abril. Apesar da abertura das NTN-Bs, houve ganho na marcação dos ativos pela alta do IPCA, atenuando o efeito de mercado. O fundo encerrou o mês com 84.010 cotistas e volume médio diário negociado de R$ 2,9 milhões, indicando liquidez consistente para a classe.

Na alocação, o fundo imobiliário VGIP11 manteve 96,8% do patrimônio líquido em CRIs, somando 50 operações e R$ 1,032 bilhão investido, com o restante em instrumentos de caixa. Em abril, foram adquiridos R$ 13,7 milhões em dois CRIs já existentes (CRI Mabu 240S e CRI Projetos Residenciais SP 1S), além do recebimento de R$ 5,7 milhões em amortizações ordinárias e extraordinárias — destaque para R$ 2,9 milhões do CRI Mabu 204S e R$ 1,1 milhão do CRI CashMe 31E Sênior.

Em maio, ocorreram novos aportes de R$ 15,7 milhões em dois CRIs do portfólio, reforçando a estratégia de reciclagem e alongamento de prazos. A gestão avalia a carteira como saudável e adimplente, com acompanhamento próximo e monitoramento contínuo de risco. Esse cenário sustenta a perspectiva de continuidade dos rendimentos do VGIP11.

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