O Brasil ampliou o acesso de produtos agropecuários a mercados externos com novas autorizações da China e do Panamá. Desde o início de 2023, o país soma 642 aberturas de mercado, segundo o governo.
As autoridades chinesas liberaram a importação de polpas de frutas e frutas congeladas brasileiras. O Panamá autorizou a entrada de sementes de coco e sementes de café, abrindo nichos adicionais para cadeias específicas do agro.
As vendas para a China seguiram relevantes em 2025. As exportações agropecuárias superaram US$ 55 bilhões, puxadas por soja, proteínas animais e produtos florestais, conforme dados oficiais.
A expansão do comércio exterior tende a elevar a demanda e a receita ao longo das cadeias do agronegócio, incluindo produtores, cooperativas e agroindústrias financiadas por fundos do setor, como os Fiagros.
Entre os veículos de mercado, o fiagro SNAG11 voltou a ganhar tração na Bolsa, em meio ao avanço do segmento.
SNAG11 e novos mercados do agro
A indústria de Fiagros cresceu no período recente. O número de investidores passou de cerca de 548 mil para quase 600 mil entre maio de 2025 e maio de 2026, segundo a B3. O patrimônio total subiu de aproximadamente R$ 10,9 bilhões para R$ 11,6 bilhões.
O fundo figurou entre os mais negociados, com volume médio diário próximo de R$ 3,7 milhões. Sozinho, respondeu por cerca de 8,3% do volume entre os dez Fiagros mais líquidos.
SNAG11 e a estratégia em irrigação
Após captar cerca de R$ 301 milhões na quinta emissão de cotas, o fundo direcionou aproximadamente R$ 200 milhões ao Fiagro FIDC Irriga Brasil, estrutura de direitos creditórios voltada ao financiamento de sistemas de irrigação.
A alocação busca acelerar o uso dos recursos e ampliar a exposição a projetos de eficiência produtiva no campo. Segundo João Vitor Franzin, analista da Suno Asset, a irrigação funciona como “seguro climático” para o produtor. “Por mais que não chova, você ainda pode usar o pivô de irrigação de modo a garantir uma boa produtividade para aquele ano”, disse. A gestora avalia potencial de expansão diante da escassez de crédito de longo prazo.