O Fiagro AAZQ11 anunciou a distribuição de R$ 0,105 por cota, beneficiando os investidores posicionados até 30 de abril de 2026, com pagamento previsto para 15 de maio. Com base no preço de fechamento das cotas em abril, o valor corresponde a um dividend yield mensal aproximado de 1,24%, reforçando a atratividade do fundo para quem busca renda recorrente no setor do agronegócio.
Além da distribuição, o resultado operacional do AAZQ11 mostrou evolução consistente. Em março, o lucro contábil alcançou R$ 2,77 milhões, avanço de 21% frente aos R$ 2,28 milhões observados em fevereiro. Esse desempenho reflete, em parte, a qualidade da carteira e a disciplina na seleção de ativos.
No mesmo período, o lucro contábil por cota subiu de R$ 0,0948 para R$ 0,1153, sinalizando maior capacidade de geração de caixa por cota. A partir de abril de 2025, o fundo passou a adotar o regime de competência para apuração de resultados, seguindo determinação da CVM, o que tende a dar maior previsibilidade e alinhamento às melhores práticas do mercado.
A carteira do Fiagro AAZQ11 permanece altamente concentrada no agronegócio, com cerca de 99% do patrimônio líquido alocado no setor ao fim de março. A maior parcela está em CRAs (67,7%), seguida por Fiagros de direitos creditórios (26,8%), estratégia que prioriza crédito estruturado e diversificação de riscos.
A taxa ponderada de carrego ficou em 3,81%, com retorno líquido da carteira estimado em CDI+2,60% ao ano. Durante o mês, a gestão ampliou a exposição ao Fiagro Toagro em aproximadamente R$ 3 milhões, a uma taxa de CDI+5,00% ao ano, representando 1,37% do patrimônio líquido, em linha com o foco em operações com prêmio adicional.
O plano da gestora contempla novos investimentos nos próximos meses, mirando a recomposição de posições amortizadas e a substituição de ativos com retorno próximo ou abaixo do CDI. Para o investidor, os rendimentos de FIIs como o AAZQ11 são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que cumpridos os requisitos legais, incluindo número mínimo de cotistas e negociação em bolsa, o que reforça a eficiência tributária do veículo.