O avanço do etanol de milho redesenha a cadeia do agronegócio no Brasil. Impulsionado por investimentos que superam R$ 40 bilhões, o segmento deixou de ser emergente e se consolidou como vetor relevante de crescimento.
A produção nacional saiu de cerca de 2,5 bilhões de litros na safra 2020/21 e deve se aproximar de 10 bilhões de litros no ciclo 2025/26. A expansão criou um novo canal de consumo para o milho, com impacto direto na formação de preços e na logística.
A demanda interna também sustenta esse movimento. O aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina e as discussões sobre uso do biocombustível na aviação e na indústria reforçam o papel estratégico do milho na matriz energética.
O avanço ocorre em paralelo ao fortalecimento da segunda safra. A safrinha — cultivo após a colheita da soja — ganhou participação na produção nacional e consolidou sua relevância operacional.
Mato Grosso concentra safrinha e etanol de milho
A colheita da safrinha avança no Centro-Sul. Segundo a AgRural, os trabalhos atingiram 4,4% da área cultivada no início de junho, acima da semana anterior e do mesmo período de 2024.
Líder nacional em grãos, Mato Grosso concentra investimentos na expansão do etanol de milho. O estado reúne áreas de alta produtividade e estrutura voltada à dupla safra, com destaque para municípios como Gaúcha do Norte.
É nessa região que estão as propriedades do fundo SNFZ11. Os ativos ficam em Gaúcha do Norte, beneficiados pela integração soja-milho e pela demanda industrial crescente.
Expansão do etanol de milho e efeitos no SNFZ11
A AgRural projeta 108,2 milhões de toneladas para a safrinha 2025/26, apesar de revisões pontuais por estiagem. O SNFZ11 planeja captar cerca de R$ 120 milhões em sua terceira emissão para adquirir novas áreas, com potencial de adicionar aproximadamente 2,2 mil hectares e ampliar a exposição à principal região produtora.