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Fonte:
Fiagro

Brasil amplia liderança com exportações recordes de soja em 2026

Brasil amplia liderança com exportações recordes de soja em 2026
Imagem gerada por IA

O Brasil mantém a expansão de sua participação no comércio global de soja em 2026, sustentado por colheita volumosa e demanda internacional firme. Dados da ANEC mostram que os embarques seguem em patamar elevado, reforçando a competitividade do país no mercado mundial e consolidando sua liderança entre os exportadores.

Em maio, as exportações somaram cerca de 15 milhões de toneladas, refletindo logística eficiente e janelas de escoamento favoráveis. A soja brasileira mantém vantagens de escala e custo, o que tem garantido presença consistente nos principais destinos, mesmo em ambiente cambial volátil.

Para junho, o setor projeta aproximadamente 12 milhões de toneladas, mantendo o fluxo intenso nos portos. Entre janeiro e maio, o total exportado chegou a 59 milhões de toneladas, superando as cerca de 54 milhões observadas no mesmo intervalo de 2025. Esse avanço sinaliza trajetória positiva para o acumulado do ano.

As projeções apontam para exportações próximas de 110 milhões de toneladas em 2026, apoiadas por produtividade elevada, tecnologia no campo e capacidade de armazenagem em expansão. A China segue como principal destino, respondendo por cerca de 70% das compras no período. A soja continua sendo peça-chave na pauta exportadora do agronegócio brasileiro.

O Ministério da Agricultura divulgou os calendários de vazio sanitário e semeadura da safra 2026/27, com foco no controle da ferrugem-asiática. Entre as medidas, destacam-se fiscalização ampliada e orientação técnica, estratégicas para mitigar riscos fitossanitários e preservar o potencial produtivo.

Exportações de soja fortalecem ambiente do SNAG11

O avanço das vendas externas reforça o cenário para fundos do agro, como o SNAG11, cuja estratégia se concentra em operações de crédito rural. O desempenho da cultura influencia diretamente a geração de caixa dos produtores, cooperativas e empresas da cadeia, sustentando a adimplência e a originação de novas operações.

Para o SNAG11, com exposição via CRAs e estruturas diversificadas, o ambiente favorável contribui para a solidez financeira dos agentes exportadores. A armazenagem de grãos representa 6,3% da carteira, enquanto a irrigação alcançou 22,7% após alocações recentes, tornando-se o principal segmento. O fundo detém 11 ativos, exposição indireta a 264 devedores, inadimplência zerada e patrimônio próximo de R$ 1 bilhão, com mais de 130 mil cotistas. A soja segue como vetor central desse ciclo positivo.

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