O mercado de fundos imobiliários ganhou 41 mil investidores entre maio e junho, segundo o Boletim de Produtos da B3. A base total passou de 3,209 milhões para 3,25 milhões. No período, o número de FIIs listados subiu de 435 para 438, enquanto o estoque em custódia recuou de R$ 198 bilhões para R$ 196 bilhões.
As pessoas físicas seguem como principal público do segmento. Em junho, detinham 73,7% das posições em custódia (ativos sob guarda da depositária), à frente de investidores institucionais (20,9%). Não residentes somaram 3,7% e instituições financeiras, 0,3%.
No critério de volume negociado, pessoas físicas responderam por 39,6% das operações. Investidores estrangeiros participaram com 28,5%, institucionais com 25% e instituições financeiras com 6,2%.
A ampliação da base ocorreu apesar do recuo do patrimônio em custódia no mês, indicando entrada líquida de investidores. Os FIIs são veículos que investem em imóveis e ativos do setor, permitindo acesso a empreendimentos como galpões logísticos, edifícios corporativos, shopping centers, hospitais e títulos imobiliários sem aquisição direta de imóveis.
Os fundos com maior volume de negociação em junho foram: CPOF11 (Capitânia Office), KNCR11 (Kinea Rendimentos Imobiliários), TRXF11 (TRX Real Estate), GSFI11 (General Shopping e Outlets), XPML11 (XP Malls), MXRF11 (Maxi Renda), HGLG11 (Pátria Log), GGRC11 (Zagros Renda Imobiliária), GARE11 (Guardian Real Estate) e KNIP11 (Kinea Índice de Preços).
Os dados integram o boletim mensal da B3, que monitora a evolução do mercado de fundos imobiliários, incluindo número de investidores, produtos listados, patrimônio em custódia e a participação de cada perfil nas negociações.