O fundo imobiliário BTCI11 encerrou abril com lucro líquido de R$ 10,443 milhões, avanço de 20,9% frente a março. O resultado foi sustentado por receitas totais de R$ 11,287 milhões, contra despesas de R$ 845 mil. O desempenho por cota ficou em R$ 0,105, reflexo da forte contribuição dos CRIs e da carteira de FIIs, apesar do impacto das despesas no período.
No detalhamento por fonte de receita, os CRIs adicionaram R$ 0,094 por cota, confirmando o papel central dos recebíveis no resultado do mês. A carteira de FIIs somou R$ 0,016 por cota, enquanto as receitas de caixa acrescentaram R$ 0,003 por cota. As despesas reduziram o resultado em R$ 0,008 por cota, mantendo, ainda assim, margem para uma distribuição consistente de rendimentos.
Em 15 de maio de 2026, o BTCI11 pagou os proventos de abril, com distribuição de R$ 0,095 por cota, equivalente a rentabilidade de 1,01% no mês. Esse patamar reflete a geração operacional do portfólio e o efeito da indexação predominante aos índices de inflação.
O fundo fechou abril com patrimônio líquido de R$ 1,01 bilhão e valor de mercado de R$ 939,5 milhões. A cota patrimonial encerrou a R$ 10,16, enquanto a cota negociada fechou a R$ 9,44, indicando desconto no mercado secundário frente ao valor patrimonial.
Composição da carteira
A alocação permaneceu majoritariamente voltada a recebíveis imobiliários, com 80,4% do PL em CRIs, sendo 75,4% em CRIs estruturais e 5% em CRIs táticos. A parcela em FIIs representou 15,5% do patrimônio, tendo o BTYU11 como principal posição, com 6,9%. A renda fixa atrelada ao CDI respondeu por 3,4% do PL.
Ao fim de abril, 90,9% do patrimônio estava distribuído em 31 operações. A gestão realizou alocações pontuais em ativos táticos, mantendo diversificação por emissores e setores. Na composição por indexadores, 96% dos ativos estavam atrelados ao IPCA, 3% ao CDI e 2% a outros. O spread médio era de IPCA + 9,66% ao ano e CDI + 16,86% ao ano.
A duration indicou perfil de médio e longo prazo, com 59% das operações vencendo após cinco anos. Setorialmente, o logístico liderou com 39,0% da carteira, seguido pelo residencial com 21,7%, reforçando o posicionamento do fundo imobiliário em segmentos resilientes.