O Fiagro BTRA11 definiu a distribuição de R$ 0,90 por cota referente à competência de maio de 2026, mantendo o mesmo valor pago desde fevereiro. O crédito ocorrerá em 30 de junho de 2026. Farão jus aos proventos os investidores com cotas ao fim do pregão de 23 de junho de 2026, data-base da distribuição.
Tomando a cotação de R$ 67,51, os rendimentos do BTRA11 correspondem a um dividend yield mensal de aproximadamente 1,33% (retorno mensal sobre o preço). Como nos demais Fiagros, os dividendos do BTRA11 são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, observadas as condições legais.
No resultado que embasou a distribuição de maio, o fundo apurou receita bruta de R$ 1,5 milhão (R$ 0,45 por cota) e resultado líquido de R$ 1,1 milhão (R$ 0,33 por cota). O caixa encerrou o mês em R$ 20 milhões. A gestão informou que avalia novas alocações para melhor uso dos recursos.
Após o pagamento de maio, o BTRA11 ainda terá R$ 11,9 milhões a distribuir, cerca de R$ 3,59 por cota. Esse montante decorre de vendas de fazendas do portfólio já concluídas e do resultado operacional caixa já apurado.
O fundo possui valor de mercado de R$ 204,65 milhões (R$ 61,29 por cota) e valor patrimonial de R$ 384,31 milhões (R$ 115,10 por cota).
Carteira e atualizações do BTRA11
A carteira reúne cinco ativos que somam 10.079 hectares. As posições são: Grupo Hendges (vendido), Rui Prado (vendido), Fazenda Vianmacel (executada e vendida), Fazenda Três Irmãos (vendida/arrendada), Fazenda Colibri (executada e em plantio) e Fazenda JR (em disputa judicial).
O histórico de vendas totaliza R$ 222,8 milhões, com R$ 100,5 milhões já recebidos e R$ 122,4 milhões a receber. Entre as transações, destacam-se: Grupo Hendges, vendido em dezembro de 2025 por R$ 48,0 milhões; Rui Prado, vendido em setembro de 2025 por R$ 35,5 milhões, já integralmente recebidos; Fazenda Três Irmãos, vendida em agosto de 2024 por R$ 44,8 milhões, com R$ 15,0 milhões recebidos; e Fazenda Vianmacel, vendida em janeiro de 2023 por R$ 94,5 milhões, com R$ 45,8 milhões recebidos.