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Negócios

CPTS11 avança 11% em março e paga R$ 0,090 por cota

CPTS11 avança 11% em março e paga R$ 0,090 por cota
Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário CPTS11 reportou resultado de R$ 35,363 milhões em março, alta de 11,14% frente a fevereiro, sustentada por maior receita e controle de despesas. A receita somou R$ 45,764 milhões, enquanto os desembolsos ficaram em R$ 10,401 milhões, refletindo eficiência operacional e gestão ativa. O resultado retido acumulado chegou a R$ 5,876 milhões, equivalente a R$ 0,016 por cota, reforçando resiliência para próximos ciclos.

A cota encerrou março a R$ 7,98, desconto de 11,5% ante o valor patrimonial de R$ 9,01. Os dividendos do CPTS11 foram de R$ 0,090 por cota, pagos em 20 de abril de 2026, traduzindo um rendimento competitivo frente aos pares e ao custo de oportunidade no mercado de juros.

O retorno de março correspondeu a 109,4% do CDI sobre a cotação de mercado, ainda que a performance de preço tenha sido moderada. A rentabilidade a mercado recuou 0,27%, e a patrimonial cedeu 0,83%, sinalizando efeito de marcação a mercado em ambiente de juros voláteis.

Mesmo assim, o desempenho superou o IFIX, que caiu 1,06% no período, indicando proteção relativa do portfólio. Já o IMA-B avançou 0,17%, capturando o alongamento da curva real. Esse quadro reforça o papel defensivo de estratégias ancoradas em inflação.

A carteira de recebíveis sofreu com a abertura da curva, elevando a marcação dos indexados ao IPCA de IPCA + 8,29% para IPCA + 8,64%. Esse ajuste impacta cotações no curto prazo, mas melhora o carrego futuro dos títulos, favorecendo o fluxo de rendimentos ao longo do tempo.

A alocação do fundo imobiliário CPTS11 segue diversificada: CRIs representam 23% dos ativos, em 17 operações, 100% atreladas ao IPCA com taxa média de IPCA + 8,64%, sem exposição a CDI. Setorialmente, shopping centers concentram 42,4%, renda urbana 40,1% e lajes corporativas 17,5%, diluindo riscos específicos.

A carteira de FIIs soma 88 fundos, equivalendo a 63,4% do portfólio, com 81,4% em tijolo e 18,6% em papel. Shoppings lideram com 23%, seguidos por logística (22,7%), lajes corporativas (15,5%), renda urbana (9,9%) e agronegócio (6,1%). Além disso, 7% do portfólio está em operações de carrego, com FIIs mantidos para outros veículos a CDI + 1% ao ano, reforçando disciplina de alocação e liquidez do CPTS11.

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