O Fiagro BTAL11 (BTAL11) anunciou a distribuição de R$ 1,00 por cota, referente a julho de 2026. Considerando a cotação de fechamento do mês, de R$ 84,09, o pagamento representa dividend yield de 1,19%.
Têm direito aos dividendos do BTAL11 os cotistas posicionados em 19 de agosto de 2026, data de corte. A partir da sessão seguinte, as cotas serão negociadas sem direito ao provento.
O crédito ocorrerá em 26 de agosto de 2026. Segundo a gestora, o rendimento é isento de Imposto de Renda para pessoa física, desde que atendidas as condições legais aplicáveis aos Fiagros.
Carteira e alocação após os dividendos do BTAL11
Em junho de 2026, a carteira permaneceu 100% adimplente. No mês, a gestão alocou R$ 110 milhões em títulos privados de empresas classificadas como de baixo risco de crédito, com remuneração média de CDI + 1,6% ao ano.
O portfólio reunia 11 ativos: nove imóveis e dois certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) com garantia real de imóveis do agronegócio. Os ativos adquiridos somavam R$ 555 milhões.
O prazo médio dos contratos, medido pelo WAULT (prazo médio ponderado de locações), era de 6,6 anos. Todos os contratos de locação eram atípicos e indexados ao IPCA.
A receita imobiliária contratada vinha majoritariamente de operadores logísticos (38%). Em seguida, revenda de insumos (26%), açúcar e álcool (21%) e etanol de milho (15%).
Quanto aos vencimentos, 72,8% da receita estava atrelada a contratos com término entre 2031 e 2035. Outros 18,7% venciam a partir de 2035.
A estratégia segue focada em ativos de logística, armazenagem e infraestrutura agroindustrial. A gestão apontou o desinvestimento futuro da SPE Santo Antônio, cerca de 10% do patrimônio líquido, como oportunidade para liberar recursos e fazer nova alocação. Os rendimentos do BTAL11 não foram alterados por esse movimento.