As exportações de soja de Mato Grosso recuaram em maio, mas o estado preserva relevância no acumulado do ano e reforça sua liderança no agronegócio. Segundo a Secex, com dados compilados pelo Imea, foram embarcadas 4,55 milhões de toneladas no mês, queda de 14,95% ante igual período de 2024. Mesmo assim, a resiliência logística e a base produtiva robusta sustentam o protagonismo regional.
A leitura dos números mostra que a desaceleração mensal não compromete a competitividade. O recuo ocorre após um início de ano forte, refletindo ajustes de janela de embarque e dinâmica cambial. Em paralelo, investimentos em infraestrutura e armazenagem mitigam gargalos históricos e mantêm o escoamento eficiente das colheitas.
O destaque regional também atrai capital. O SNFZ11 opera três fazendas em Gaúcha do Norte, polo de soja e milho safrinha, com sinergias operacionais que otimizam o calendário agrícola e reduzem custos. Essa diversificação em culturas e safras melhora a previsibilidade de caixa e dilui riscos climáticos.
A força do agronegócio mato-grossense vai além da soja. O avanço do esmagamento da oleaginosa para biodiesel reforça a demanda doméstica e eleva o valor agregado, ampliando a complexidade da cadeia. Esse movimento fortalece margens industriais, cria empregos e incentiva tecnologia em logística e processamento.
Estimativas recentes da StoneX projetam 51,3 milhões de toneladas de milho em Mato Grosso na safra 2025/26. Esse impulso compensa perdas em outras praças, sustenta a oferta nacional e consolida o estado como principal produtor. A combinação entre safra recorde, milho safrinha e agroindústria dinâmica cria ambiente favorável para as áreas agrícolas locais.
Sunos Asset acelera: a gestora anunciou a terceira emissão do fundo, com potencial de movimentar R$ 120 milhões para a aquisição de novas propriedades rurais. A operação prevê até 12,08 milhões de cotas a R$ 10,20, buscando ampliar exposição à valorização de terras e renda recorrente.
No plano operacional, o SNFZ11 pode adicionar 2,2 mil hectares agricultáveis ao portfólio, hoje com patrimônio líquido próximo de R$ 90 milhões e foco no coração do agro de Mato Grosso. O reforço de caixa tende a sustentar novas frentes de crescimento e capturar ganhos de produtividade das exportações de soja e do complexo do milho.