Diferente de FIIs e fiagros, o fundo de infraestrutura BIDB11 aplica em títulos de dívida de projetos de infraestrutura, como debêntures incentivadas, que são papéis emitidos por empresas para financiar obras com benefício fiscal. A estratégia busca acompanhar a inflação somada a um prêmio, distribuído ao cotista por meio de dividendos periódicos.
Nos últimos 12 meses, a cota avançou 15,24%. Em simulação com aporte de R$ 25.000, o montante teria alcançado R$ 32.654,58 no período, um ganho aproximado de R$ 7.655.
O resultado veio de duas frentes. A valorização da cota levaria o capital a R$ 28.806,78, enquanto os dividendos do BIDB11 somaram R$ 3.847,80, isentos de Imposto de Renda para pessoa física, conforme a legislação aplicável aos fundos de infraestrutura.
No mesmo intervalo, R$ 25.000 na poupança teriam virado R$ 26.500. A diferença é relevante: o fundo ficou cerca de 23,22% acima da caderneta.
O BIDB11 é gerido pela Inter e investe em crédito privado do setor de infraestrutura. A meta da gestão é entregar retorno próximo ao dos títulos públicos indexados à inflação, com prazo médio semelhante ao da carteira, acrescido de spread de 1% a 1,5% ao ano. Trata-se de objetivo, não de garantia de rentabilidade.
Saiba mais sobre a simulação do fundo de infraestrutura BIDB11
A cotação de referência usada foi R$ 78,55, dentro da faixa de R$ 66,84 a R$ 80,77 nas últimas 52 semanas. A liquidez média diária gira em torno de R$ 205 mil.
Em 12 meses, os rendimentos somaram R$ 12,10 por cota, equivalente a dividend yield de cerca de 15,4%. A isenção de IR nos rendimentos depende do cumprimento dos requisitos legais.
O fundo é um ativo de renda variável. As cifras citadas refletem simulação baseada no histórico recente; tanto cota quanto distribuições podem variar.