HTMX11 encerrou abril com resultado de R$ 6,7 milhões, alta de 45,37% ante março, impulsionado por receitas totais de R$ 7,23 milhões e despesas de R$ 530 mil. O desempenho mensal foi de R$ 2,32 por cota, refletindo a combinação de diferentes fontes de receita e custos operacionais. No período, a gestão manteve o foco em eficiência financeira e avanço do desinvestimento.
O resultado por cota foi composto por R$ 1,44 oriundos de diárias e impacto negativo de R$ 0,48 relativo ao custo dos quartos vendidos. Além disso, houve R$ 0,11 por cota em renda fixa e despesa de R$ 0,18 em taxa de administração, sinalizando disciplina na alocação de caixa e controle de despesas recorrentes.
Em abril, o FII HTMX11 avançou na venda de ativos, com a negociação de sete unidades hoteleiras: quatro no Intercity Paulista, duas no Blue Tree Faria Lima e uma no Ibis Morumbi. A operação somou R$ 2,784 milhões em receitas de venda, reforçando a estratégia de reciclagem do portfólio.
Após a taxa de performance, o lucro líquido das alienações foi de R$ 2,636 milhões, equivalente a R$ 0,9126 por cota. Com isso, o fundo encerrou a exposição ao Blue Tree Faria Lima e consolidou ganhos aos cotistas no ciclo de desinvestimento em andamento.
Desde o início desse ciclo, o HTMX11 já vendeu 624 unidades hoteleiras, totalizando R$ 46,38 por cota amortizada. No início de maio, a carteira contava com 724 unidades em operação, distribuídas em 17 hotéis, mantendo diversificação dentro do segmento hoteleiro.
Receita por apartamento cresce com demanda corporativa
A receita de aluguéis apurada em abril (referente a março) atingiu R$ 5.655 por apartamento, alta de 26% ante os R$ 4.505 de um ano antes. O avanço decorreu da realização de eventos e da recuperação da demanda corporativa, fatores que sustentaram maior ocupação e diária média.
Na composição do portfólio, o segmento econômico representa 66% das unidades, os hotéis midscale, 27%, e upper midscale, 7%. Geograficamente, a carteira do fundo imobiliário HTMX11 permanece concentrada na região da Berrini e Chucri Zaidan, com 72% dos quartos, seguida por Itaim Bibi (11%), Congonhas (7%), Vila Nova Conceição (6%) e Jardins (4%).
Com essa performance, HTMX11 combina geração operacional de caixa, ganhos de capital e redução de exposição a ativos menos estratégicos, reforçando o posicionamento do fundo no mercado hoteleiro.