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Negócios

IFIX cai 1,33% em maio sob pressão de juros e inflação

IFIX cai 1,33% em maio sob pressão de juros e inflação
Foto: Suno/Banco

O IFIX em maio encerrou em queda de 1,33%, aos 3.877,52 pontos na B3, refletindo o humor mais avesso ao risco no período. Apesar do recuo mensal, o índice mostrou fôlego no fim do mês, apoiado por movimento técnico e busca seletiva por rendimentos. A volatilidade elevou a dispersão entre segmentos e tickers.

No último pregão, o IFIX subiu 0,41% e acumulou alta de 0,58% na semana final. O rali de curto prazo não foi suficiente para reverter a fraqueza vista ao longo de maio, quando o índice tocou o pico de 3.936,03 pontos antes de perder tração. A manutenção de juros elevados e inflação resiliente seguiu como principal vetor de pressão.

O IPCA de abril avançou 0,67%, levando a alta em 12 meses para 4,39%. O Boletim Focus revisou a projeção de inflação de 2024 para 4,92%, acima do teto da meta de 4,50%. Esse quadro reduz espaço para cortes mais rápidos da Selic e comprime os preços das cotas sensíveis à taxa de desconto, como lajes e desenvolvimento.

Cenário externo pesa sobre o IFIX em maio

Lá fora, o CPI dos EUA de abril ficou em 3,8% ano a ano, reforçando a leitura de política monetária restritiva por mais tempo. A persistência do conflito no Oriente Médio manteve o prêmio de risco elevado; o petróleo superou US$ 110 em março e, mesmo com rumores de trégua em maio, o alívio foi limitado. Esses fatores pressionaram ativos brasileiros e os fundos imobiliários.

Entre os segmentos, lajes corporativas recuaram cerca de 5% na mediana, enquanto fundos de desenvolvimento também sofreram. Já os fundos de papel mostraram resiliência, com queda mediana de 0,95%, beneficiando-se taticamente de inflação e juros altos. O XPCI11 avançou 4,08%, fechando a R$ 85,53, com R$ 3,2 milhões em volume, enquanto o TRBL11 caiu 9,74%, a R$ 66,33, negociando R$ 1,2 milhão.

As maiores altas incluíram RZTR11 (+3,46%) e RBPR11 (+2,83%), ambas apoiadas por carteiras de crédito e duration moderada. Entre as quedas, BCRC11 (-2,73%) e HSML11 (-2,25%) refletiram cautela com risco de vacância e consumo. Em síntese, o mês reforçou a rotação defensiva e o foco em qualidade.

Para junho, o olhar permanece na inflação corrente, nas sinalizações do Copom e no desdobramento do cenário externo. A seletividade deve continuar ditando o desempenho, enquanto o prêmio de risco segue elevado para o IFIX em maio e seus principais segmentos.

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