O RECR Recebíveis Imobiliários (RECR11) lançou a 13ª emissão de cotas, em oferta pública primária que poderá levantar R$ 409,934 milhões. O registro automático pela CVM foi concedido em 3 de julho de 2026. Serão 4.606.000 novas cotas a R$ 89,00 cada.
A oferta é destinada ao público em geral, sob regime de melhores esforços, no qual os coordenadores não garantem a colocação integral. Há possibilidade de distribuição parcial, mas o fechamento exige captação mínima de cerca de R$ 30 milhões. Não haverá lote adicional nem suplementar.
Oferta do RECR11: tamanho e condições
O montante-alvo inicial permanece limitado aos R$ 409,934 milhões, sem mecanismos de ampliação. A emissão ocorre após o fundo reportar, em 2026, o maior resultado de caixa do ano até então, de aproximadamente R$ 29,6 milhões, apoiado pelas receitas da carteira de CRIs. Na mesma ocasião, distribuiu R$ 1,118 por cota, o maior valor em 13 meses.
No fim de maio, o patrimônio estava próximo de R$ 2,35 bilhões e os ativos totais em cerca de R$ 2,48 bilhões. Cerca de 95% da carteira seguia alocada em CRIs, em torno de 100 operações, além de posições em outros fundo imobiliários e participação menor em imóveis.
Uso dos recursos e carteira do RECR11
Conforme o prospecto, os recursos líquidos seguirão a política do fundo, focada em CRIs. O benchmark é a variação do IMA-B, índice de títulos públicos atrelados ao IPCA, acrescida de 1% ao ano. A lista indicativa soma quase todo o montante da oferta, com operações de incorporação, varejo, hotelaria e loteamentos, atreladas a CDI ou IPCA.
A administradora ressalta que não há compromisso de aquisição nem documentos vinculantes. A seleção dependerá das análises da gestão.
Entenda a emissão de cotas do RECR11
A emissão capta novos recursos para ampliar a carteira. Se concluída, o patrimônio pode crescer, permitindo aquisições alinhadas ao regulamento. Caso oportunidades avaliadas não se confirmem, os recursos poderão ir para outros ativos elegíveis.