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Negócios

RECR11 registra recorde de lucro e eleva retorno aos cotistas

O fundo imobiliário RECR11 registrou em maio o maior lucro líquido de caixa de 2024, somando R$ 29,56 milhões, impulsionado por receitas de R$ 32,954 milhões com CRIs e FIIs. As despesas operacionais ficaram em R$ 2,601 milhões, preservando a eficiência do portfólio e garantindo forte geração de caixa ao longo do mês. Com esse desempenho, a distribuição anunciada foi de R$ 1,118 por cota.

Com base no preço de fechamento de R$ 82,54, o provento corresponde a um dividend yield mensal de 1,354%. Esse retorno reforça a resiliência do RECR11 em um cenário ainda seletivo para crédito estruturado. Além disso, o yield anualizado alcança 16,25%, líquido e isento de Imposto de Renda, evidenciando a atratividade do fundo frente aos pares.

Ao comparar indicadores, o retorno anualizado equivale a 163% do CDI líquido, superando com folga os referenciais da renda fixa tradicional. Nos últimos 12 meses, o fundo distribuiu R$ 10,68 por cota. Desde dezembro de 2017, o acumulado atinge 158,3% sobre a cota inicial de R$ 100,00, trajetória que sustenta a tese de renda recorrente do veículo.

Nos mesmos períodos de referência, o CDI líquido acumulado foi de 90,9%, o que ressalta a capacidade do RECR11 em entregar prêmios consistentes. Em maio, 95% dos recursos permaneceram aplicados em 100 operações de CRIs e 5 posições em FIIs, com o ativo total em R$ 2,476 bilhões. Os CRIs responderam por 92% da carteira, somando R$ 2,267 bilhões.

Durante o mês, houve movimentações pontuais: aquisição do CRI Ativos Residenciais Diversificados (R$ 7 milhões, CDI + 3,00% a.a.) e do CRI Pulverizado Lançamentos Residenciais (R$ 677 mil, IPCA + 10,50% a.a.). As alienações incluíram Matarazzo Retail IV (R$ 5 milhões), Zarin (R$ 300 mil), Vitacon (R$ 681 mil) e a saída do EMET11 por R$ 3,695 milhões, ajustes que reforçam a disciplina alocativa da gestão.

A carteira tem lastro em 14 estados, com São Paulo concentrando 39% e Minas Gerais 18,7%. As emissões estão distribuídas entre 9 securitizadoras, lideradas por Opea (39%), Habitasec (26%), Riza (16%) e Província (13%). Por segmento, incorporação representa 32%, seguida de loteamento (17%), investimento imobiliário (14%), hotel (13%) e pessoa física (10%). Assim, o fundo imobiliário consolida um perfil diversificado, combinando renda e proteção.

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