A RZAG11 encerrou abril com resultado positivo de R$ 8,028 milhões, apoiado por receitas de R$ 9,12 milhões e despesas de R$ 738 mil. O fundo distribuiu R$ 0,12 por cota, equivalente a um dividend yield de 1,28%, mantendo a política de rendimentos mensais mesmo com leve uso do resultado acumulado.
No mercado secundário, a cota avançou de R$ 9,24 para R$ 9,38, alta de 1,52% no mês. O resultado por cota foi de R$ 0,118, com consumo de R$ 0,002 por cota do saldo acumulado para complementar a distribuição. Apesar da melhora, a cotação segue abaixo da cota contábil de R$ 9,63, indicando desconto relativo.
O retorno total bruto mensal atingiu 1,54%, superando o CDI de 1,09% em 0,45 ponto percentual. Esse desempenho reflete a estratégia pós-fixada do portfólio, que permanece totalmente indexada ao CDI, oferecendo correlação direta com a taxa de referência.
No acumulado de 2026, a performance é negativa, com a cota recuando de R$ 9,53 no início do ano para R$ 9,38 ao fim de abril. Mesmo com rendimentos de R$ 0,48 por cota, o retorno total bruto ficou em -2,81%, abaixo do CDI acumulado de 4,46%, pressionando a comparação relativa no ano.
A carteira RZAG11 encerrou abril com 68.040.425 cotas emitidas e 95,42% do patrimônio líquido alocado. Na divisão por estratégia, 82% estava em investimentos de longo prazo e 14% em custeio de safra, enquanto a posição de caixa representava 4%, preservando liquidez tática.
Em garantias, 89% do portfólio contava com aval e alienação fiduciária de terras, reforçando a segurança das operações. As demais garantias respondiam por 11% da carteira total, mantendo diversificação de mitigadores de risco.
Na exposição por cultura, a soja liderava com 43% do portfólio, seguida por semente de soja (19%), milho (13%), algodão (7%) e, empatados, semente de pastagem e sorgo (5% cada). Essa composição setorial sustenta o perfil agro do fundo e sua sensibilidade à safra.
Ao final de abril, a RZAG11 entregou retorno mensal acima do CDI, mas ainda carrega desempenho anual negativo. O desconto para a cota contábil e a forte base de garantias seguem como pontos de atenção para os investidores.