O RZTR11 apresentou resultado distribuível de R$ 18,911 milhões em abril, sustentado por receitas de R$ 20,947 milhões e despesas de R$ 2,036 milhões. A gestão reforçou o compromisso com a previsibilidade de rendimentos, alinhando a distribuição ao desempenho operacional do mês. Com isso, o fundo segue entregando fluxo de caixa consistente ao investidor, mesmo em um cenário de juros elevados.
A distribuição foi de R$ 1,00 por cota, equivalente a um dividend yield mensal de 1,11%. No mercado secundário, a cota recuou de R$ 94,98 para R$ 90,08 no período, refletindo ajustes de preço em linha com a dinâmica de renda variável do setor. Esse movimento não altera a tese central de geração de renda do RZTR11, apoiada por contratos robustos e ativos agrícolas produtivos.
O retorno bruto total do mês alcançou 5,16%, somando performance de mercado e proventos. O portfólio reúne 24 ativos distribuídos por 84.075 hectares, diversificando culturas, regiões e riscos operacionais. Essa diversificação contribui para diluir volatilidade e sustentar resultados recorrentes ao longo dos ciclos agrícolas.
Considerando avaliação de mercado dos imóveis e posição de caixa, o fundo imobiliário detém patrimônio de R$ 3,829 bilhões. Os contratos de arrendamento têm prazo médio final de 10 anos, garantindo visibilidade de receitas no longo prazo. A taxa média contratada é de 15,01%, parâmetro que indica o retorno esperado nas operações de arrendamento do portfólio e serve como baliza para projeções de receita.
Land Equity mantém 17% da carteira do RZTR11
A estratégia inclui exposição a Land Equity em 17% da carteira, patamar avaliado como adequado para o ambiente atual. Estruturas como Sale and Leaseback e Buy to Lease tornam-se mais atrativas com juros altos, e a meta de alocação nessa frente é de 20%, visando ampliar a resiliência de resultados e a eficiência de capital.
A alavancagem encerrou abril em 1,4% do patrimônio líquido, nível considerado conservador. As obrigações concentram-se em duas operações: Fazenda Francisco Dumont, com R$ 72 milhões em dívidas e custeio anual estimado de R$ 25 milhões para café, e Fazenda San Francisco, com passivo de R$ 190,8 milhões, a liquidar em três anos com correção de 85% do CDI.
O cronograma da Fazenda San Francisco prevê pagamentos de R$ 55,4 milhões em 2026, R$ 67,7 milhões em 2027 e R$ 67,7 milhões em 2028. Essa estrutura de vencimentos, aliada ao pipeline operacional do RZTR11, sustenta a manutenção de rendimentos e o potencial de valorização no médio e longo prazos.