Investir R$ 5 mil no SNAG11 há 12 meses teria rendido mais que a poupança, conforme simulação do Funds Explorer. A análise coloca lado a lado o desempenho do Fiagro da Suno Asset e a caderneta no mesmo período, evidenciando uma diferença relevante de retorno para o investidor. Em valores absolutos, o fundo do agronegócio entregou ganho expressivo e isento de Imposto de Renda nos proventos.
Segundo os dados, quem aplicou R$ 5.000 no SNAG11 um ano atrás teria hoje R$ 6.933,53. Já na poupança, o montante alcançaria R$ 5.300,00 no mesmo intervalo. Essa comparação direta reforça o apelo do ativo para quem busca renda mensal e potencial de valorização de capital em um único veículo.
A diferença de rentabilidade entre o SNAG11 e a caderneta chegou a 30,82%, superando a poupança em R$ 1.633,53. Esse desempenho decorre da combinação de proventos e apreciação das cotas, estrutura típica de Fiagros com estratégia ativa e foco em crédito do agronegócio.
Desempenho e dividendos do SNAG11
No período, os dividendos do SNAG11 somaram R$ 759,50, livres de IR para o investidor pessoa física, enquanto a valorização patrimonial levou o valor das cotas a R$ 6.174,03. A soma dos componentes resultou no total de R$ 6.933,53, consolidando a vantagem frente à poupança e reforçando o caráter de renda recorrente do fundo.
Atualmente, a cotação do Fiagro SNAG11 é R$ 10,20, com alta de 23,49% nos últimos 12 meses. Nas 52 semanas, oscilou entre R$ 8,26 na mínima e R$ 10,69 na máxima, refletindo a dinâmica do mercado de crédito e a gestão ativa da carteira.
Características e carteira do fundo
O SNAG11 é um Fiagro híbrido da Suno Asset voltado ao financiamento da cadeia do agronegócio. A carteira reúne CRAs, imóveis rurais, cotas de outros Fiagros e FIDCs, buscando diversificação, proteção de crédito e geração de renda mensal.
O fundo SNAG11 detém 11 ativos com exposição a 264 devedores produtores rurais. O maior risco concentrado é o CRA Boa Safra, com 32% do patrimônio líquido. A remuneração média é CDI + 2,52%, duration de 4,84 anos e rating ponderado A2; 91% da carteira é indexada ao CDI, e os cinco maiores devedores somam 32% do PL, fatores que ajudam a explicar seu desempenho superior à poupança.