O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou sua projeção para a produção brasileira de milho na safra 2025/26, de 132 milhões para 135 milhões de toneladas, conforme relatório divulgado nesta terça-feira (12). O resultado superou o consenso de mercado, que apontava 133,7 milhões de toneladas, reforçando a competitividade do Brasil no cenário global de grãos. A manutenção da previsão de exportações em 43 milhões de toneladas indica estabilidade na oferta externa e alinhamento com a demanda internacional.
A revisão positiva também contempla o ciclo 2026/27, com produção estimada em 139 milhões de toneladas e embarques próximos a 44 milhões de toneladas. Esses números sustentam a trajetória de crescimento do agronegócio brasileiro, apoiada por tecnologia, gestão de risco e escala produtiva. Para investidores e agentes da cadeia, a sinalização do USDA reforça expectativas de margens resilientes e maior previsibilidade operacional no médio prazo.
Safrinha representa 75% da produção brasileira
A força do milho brasileiro está concentrada na safrinha, segunda safra cultivada após a colheita da soja, predominante em estados como Mato Grosso, Paraná e Goiás. Segundo a Conab, o milho de segunda safra responde por cerca de 75% da produção total, consolidando-se como motor da expansão agrícola nacional e da oferta exportável.
O avanço tecnológico, a melhoria genética de sementes e o plantio direto impulsionaram ganhos de eficiência, permitindo maior intensidade de uso das áreas ao longo do ano. Esse arranjo eleva produtividade e receitas, além de diluir riscos climáticos e operacionais, ao distribuir melhor o calendário agrícola e ampliar a utilização do solo.
SNFZ11 explora potencial do milho em Mato Grosso
O cenário reforça a tese do SNFZ11, fundo que combina produção de soja e expansão do milho safrinha em propriedades no Mato Grosso, principal estado produtor do cereal. Com fazendas em Gaúcha do Norte (MT), região estratégica para a logística e a escala agrícola, o veículo capta a expansão do modelo de segunda safra e o fortalecimento da demanda interna e externa.
A diversificação entre soja, milho e outras culturas amplia o potencial de receitas e reduz a volatilidade ligada aos ciclos de commodities. Além das exportações, o cereal é crítico para proteína animal, etanol de milho e ração, sustentando demanda estrutural. O SNFZ11 alcançou 13 mil investidores, com mais de 1.283 novos cotistas, operando contratos que garantem participação direta na produção.