O fundo imobiliário CXCO11 informou que aceitou proposta de venda de um imóvel localizado na Avenida Brasil, no bairro Pacaembu, em Cascavel (PR). O ativo permanece locado à Caixa Econômica Federal, que segue executando suas operações no endereço. A transação, ainda em fase preliminar, foi apresentada como oportunidade alinhada à estratégia do fundo de capturar ganhos de capital acima do valor de referência.
A oferta prevê preço total de R$ 26,866 milhões, com pagamento de sinal de R$ 15,24 milhões na assinatura do compromisso de compra e venda. O saldo de R$ 11,626 milhões será quitado em quatro parcelas semestrais de R$ 2,906 milhões, corrigidas pelo IPCA, com a primeira parcela vencendo seis meses após o pagamento do sinal.
Segundo o comunicado, o preço ofertado supera em mais de 39% o valor do último laudo de avaliação, datado de 2025. Para o fundo imobiliário CXCO11, essa diferença positiva reforça a viabilidade de desinvestimento em condições favoráveis, somando resultado potencial à distribuição de rendimentos e à reciclagem do portfólio.
A conclusão da venda permanece condicionada ao cumprimento de etapas usuais de verificação e à formalização dos instrumentos definitivos. Em linha com as práticas de governança, o fundo indicou que novas informações serão divulgadas aos cotistas e ao mercado à medida que houver avanço no cronograma e confirmação das condições precedentes.
A carteira do CXCO11 tem origem em operação estruturada com a Caixa Econômica Federal via Sale and Leaseback. Em dezembro de 2020, o banco integralizou 10 agências no veículo e permaneceu como locatário por 10 anos, preservando a ocupação e garantindo previsibilidade de receitas. Em março de 2021, houve oferta pública secundária das cotas da Caixa ao preço de R$ 101,99 por cota.
Esse histórico reforça o posicionamento do fundo em ativos operacionais com contratos atrelados a inquilino de baixo risco de crédito, além de flexibilidade para realizar vendas oportunísticas. Caso a alienação do imóvel de Cascavel seja confirmada, o fundo imobiliário poderá capturar ganho relevante frente ao laudo e reorientar capital para novas aquisições ou distribuição extraordinária, conforme avaliação da gestão.