O fundo imobiliário XPML11 anunciou a distribuição de R$ 0,92 por cota aos investidores com posição em 18 de maio, com pagamento efetuado em 25 de maio de 2026. A referência de mercado para o mês foi o preço de fechamento de R$ 107,00, base sobre a qual se estima a atratividade do provento para o cotista ao longo do ano.
Com esse patamar de cotação, o rendimento equivale a um dividend yield anualizado de 10,32%. O indicador reforça a consistência do fluxo de caixa recorrente do fundo, especialmente em um cenário de consumo resiliente nos shoppings e disciplina na gestão de despesas operacionais e financeiras.
O desempenho da carteira foi sustentado por resultado de R$ 35,954 milhões em abril, cifra 22% superior ao mês anterior. As receitas totalizaram R$ 45,449 milhões no período, ao passo que as despesas ficaram em R$ 9,495 milhões, preservando uma margem operacional robusta e permitindo a manutenção do patamar de distribuição ao cotista.
A carteira total do FII XPML11 alcançou R$ 7,804 bilhões em abril, com 93,7% alocados em ativos imobiliários — o equivalente a R$ 7,314 bilhões. O restante esteve distribuído entre caixa (3,9%), fundos imobiliários (1,5%) e CRI conversível (0,8%), evidenciando foco no core de shoppings e liquidez tática para alocação.
Os investimentos reúnem participações em 27 shopping centers no país, somando 1,145 milhão de m² de ABL e mais de 5.200 lojas. A parcela do fundo representa cerca de 275 mil m² de ABL, com vendas de R$ 1,982 bilhão em abril — média de R$ 1.625 por m², sustentando níveis saudáveis de ocupação e tráfego.
O NOI caixa acumulado foi de R$ 36,861 milhões, equivalente a R$ 134 por m². O fluxo de veículos atingiu 852.039 registros no mês, enquanto a vacância média ficou em 4,1% da ABL e a inadimplência líquida em 2,3%, com descontos sobre faturamento em 3,1% e custo de ocupação em 12,3%.
Na geografia da ABL, o Sudeste concentra 72% do portfólio do fundo imobiliário, seguido por Nordeste (16%), Sul (9%) e Norte (3%). A gestão está pulverizada entre administradoras, com SYN (21%), Allos (17%), Iguatemi (16%) e JHSF (15%), reforçando governança e diversificação operacional.