O fundo imobiliário HGRE11 reportou, em abril, resultado distribuível de R$ 10,893 milhões, diante de uma receita total de R$ 13,462 milhões. As despesas somaram R$ 2,569 milhões no período, mantendo a disciplina de custos. Por cota, a receita total foi de R$ 1,14 e o resultado distribuível alcançou R$ 0,92, com efeitos não recorrentes relevantes que ajudaram a sustentar a performance mensal.
A gestão destacou impactos extraordinários de R$ 0,08 por cota. Metade desse valor veio do recebimento da parcela intermediária da venda do conjunto nº 64 do Edifício Transatlântico, enquanto a outra metade resultou do ganho de capital em alienações de posições em fundos imobiliários. Esses eventos reforçam a capacidade de reciclagem de portfólio sem comprometer a geração operacional.
Mesmo com o resultado distribuível acima da média recente, o HGRE11 manteve a distribuição em R$ 0,85 por cota, com pagamento agendado para 15 de maio de 2026. Após o repasse, o fundo encerrou abril com reserva acumulada de R$ 3,03 por cota, sinalizando margem para suavização de proventos em períodos futuros.
Nos últimos 12 meses, o rendimento médio ficou em R$ 1,05 por cota, refletindo resiliência operacional. O dividend yield anualizado atingiu 6,9% sobre a cota patrimonial e 7,8% considerando a cotação de fechamento do período, patamares alinhados ao perfil defensivo de escritórios de alta qualidade.
A carteira seguiu estável em abril, sem movimentações de locatários. A vacância física permaneceu em 5,8% e a financeira em 4,4%, níveis compatíveis com a praça de escritórios de São Paulo. Houve reajustes envolvendo 369 m² de ABL, como parte da gestão ativa dos contratos.
A gestão renovou o contrato com a Telefônica Brasil no Edifício Chucri Zaidan, que ocupa 22.810 m² e responde por cerca de 23% da receita recorrente do fundo. Com a renegociação, o prazo de ocupação foi estendido até 2031, reforçando a previsibilidade de caixa do HGRE11.
Ao fim de abril, o portfólio contava com 13 edifícios em três estados, totalizando mais de 144 mil m² de ABL. Imóveis corporativos da Grande São Paulo classificados entre A e AAA representavam 86% do valor patrimonial, consolidando o posicionamento do fundo imobiliário HGRE11 em ativos de padrão elevado.