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RECT11 lucra R$ 3,6 mi e anuncia dividendos de R$ 0,45

RECT11 lucra R$ 3,6 mi e anuncia dividendos de R$ 0,45
Imagem gerada por IA

O RECT11 reportou em abril lucro líquido de R$ 3,657 milhões pelo regime de competência, enquanto no regime de caixa o resultado somou R$ 2,308 milhões. O desempenho foi puxado, sobretudo, pelas receitas de locação, que atingiram R$ 5,136 milhões no período, reforçando a resiliência operacional do portfólio corporativo. Houve ainda o reconhecimento de R$ 1,278 milhão em juros sobre vendas de imóveis, contribuindo para a linha financeira do mês.

Com base nesses números, a gestão anunciou a distribuição de R$ 3,844 milhões em dividendos, equivalente a R$ 0,45 por cota, com pagamento previsto para 15 de maio de 2026. A partir do fechamento de abril, a R$ 38,99 por cota, o rendimento indica um dividend yield mensal de 1,15%, refletindo a capacidade do fundo de converter resultado em proventos de forma consistente para os cotistas.

Em termos anualizados, o retorno atinge 13,85%, patamar competitivo frente a alternativas de renda fixa e variável. Segundo a administradora, após a dedução do imposto sobre aplicações financeiras, a distribuição corresponde a 137% do CDI líquido, métrica relevante para investidores que comparam a atratividade do FII com benchmarks de mercado. Nos últimos 12 meses, o fundo acumulou R$ 5,00 por cota em distribuições.

Estratégia e portfólio do RECT11

A gestão mantém a política de vendas seletivas como instrumento de gestão de passivos e otimização do portfólio. Recentemente, foram alienados quatro ativos: Parque Ana Costa, Canopus Corporate, Torre Rio Claro e um imóvel na Avenida Europa. Essas movimentações buscam reduzir alavancagem, alongar passivos e reciclar capital em oportunidades com melhor risco-retorno.

O portfólio atual soma 84.678 m² de área bruta locável, concentrado em imóveis corporativos de alto padrão e localizações estratégicas. Pela composição de ABL, o Canopus Corporate responde por 28,2%, enquanto o Barra da Tijuca Corporate representa 27,4%, reforçando a exposição a praças relevantes e com demanda qualificada.

A taxa de ocupação encerrou abril em 91,8%, com vacância de 8,2%, sinalizando estabilidade operacional. No perfil de contratos, 63% da receita está indexada ao IPCA e 37% ao IGP-M, oferecendo proteção inflacionária e diluição de riscos de indexadores. Para os próximos meses, a gestão seguirá focada em disciplina alocativa, manutenção de níveis saudáveis de ocupação e preservação do fluxo de caixa do fundo, de modo a sustentar a recorrência de proventos aos cotistas do RECT11.

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