A XPSF11 reportou resultado líquido de R$ 2,977 milhões em fevereiro, sustentado por uma receita de R$ 3,265 milhões e despesas de R$ 288 mil. A gestão reforçou a disciplina operacional e preservou liquidez, mantendo a estratégia de alocação em ativos listados com foco em geração de renda e oportunidades táticas.
Para abril, o fundo confirmou a distribuição de R$ 0,07 por cota, com pagamento em 15 de abril de 2026 aos cotistas posicionados em 31 de março de 2026. Esse patamar indica continuidade na política de proventos, alinhada ao desempenho recente e ao cenário de mercado para fundos imobiliários.
No fechamento de janeiro, o fundo imobiliário XPSF11 era negociado a R$ 6,80 por cota, nível que correspondia a um dividend yield anualizado de 15,54%. A relação entre preço de mercado e proventos sugere desconto relevante frente ao valor patrimonial, atraindo investidores em busca de renda recorrente.
A cota patrimonial era de R$ 8,12 antes da distribuição, o que implicava yield anualizado de 12,88%, considerando o gross-up de 15% relativo ao imposto sobre ganho de capital. Esse indicador reforça a capacidade de geração de caixa do portfólio, mesmo diante de ajustes no ambiente de juros.
Composição e estratégia da carteira
A carteira segue concentrada em ativos imobiliários listados: 86% em FIIs, 12% em CRIs e 2% em caixa. Entre os FIIs, 67% das posições foram originadas no mercado primário, permitindo acesso a operações estruturadas em condições diferenciadas, enquanto 33% foram adquiridas no mercado secundário. Por segmento, a maior exposição está em crédito imobiliário (33%), seguida por logística (22%), escritórios (18%) e shopping centers (13%); completam a alocação renda urbana (5%), desenvolvimento (4%), fundos híbridos (3%) e outras estratégias (3,2%).
Movimentos táticos recentes
Em fevereiro, a gestão executou ajustes seletivos: comprou 2.349 cotas de BRCO11 por R$ 300 mil e 30.811 cotas de BBIG11 por R$ 200 mil, reforçando a exposição a logística e crédito estruturado. Do lado vendedor, alienou 76.895 cotas de TEPP11, movimentando cerca de R$ 700 mil, em linha com a rotação de ativos e a captura de assimetrias.
Perspectivas e distribuição
A XPSF11 mantém foco em eficiência de portfólio e disciplina na alocação, com a distribuição de R$ 0,07 por cota sustentando a atratividade do yield frente ao preço de mercado. Com a combinação de originação no primário, gestão ativa no secundário e diversificação setorial, o fundo busca preservar renda e mitigar volatilidade no curto prazo.